Fingia o gosto pela bravura de não querer partir
abandonados planos, retas, triângulos,
e nos lábios fechados, cessaram os ósculos
já pereceu nas mãos até mesmo a ternura
arrefece o gosto pela aventura
nos restava só o tormento de coexistir
(Deibith Brito) - 13/08/2015
Não é bagunça, mas é uma miscelânia organizada. História e estórias juntas num mesmo espaço.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Daqui a pouco
Daqui a pouco
já não seremos como antes
sequer seremos como agora
tudo muda a toda hora
tudo estranho a cada instante.
Daqui a pouco
meu sorriso pode ser pranto
dor, minha felicidade
a presença vira saudade
e a beleza desencanto.
(Deibith Brito)- 20/09/2015
já não seremos como antes
sequer seremos como agora
tudo muda a toda hora
tudo estranho a cada instante.
Daqui a pouco
meu sorriso pode ser pranto
dor, minha felicidade
a presença vira saudade
e a beleza desencanto.
(Deibith Brito)- 20/09/2015
De mais ninguém!
E nas mãos o perfume das flores que ele não deu.
E nos olhos o brilho do olhar que ela não viu
E nos lábios um beijo que não uniu
E nos braços um abraço que não aconteceu.
(deibith brito) -18/02/2016
E nos olhos o brilho do olhar que ela não viu
E nos lábios um beijo que não uniu
E nos braços um abraço que não aconteceu.
(deibith brito) -18/02/2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Sobre o Amor e o DesAmor.
TANTAS PESSOAS ESTÃO JUNTAS E NÃO SE AMAM; TANTAS PESSOAS SE AMAM E NÃO ESTÃO JUNTAS.
Mas o pior não é ter que aceitar que não se pode ficar junto. É ter que matar o sentimento. É uma dor que vai além das forças humanas. É acordar a cada dia tendo que esquecer e no esforço para esquecer se lembrar mais ainda. É não conseguir se desprender não por ser mal resolvido mas pela possibilidade de ser verdadeiro. É por acreditar que poderia ser pra sempre.
Aquilo que não se viveu plenamente mas que guardava uma grande expectativa pode ficar na memória.
Possibilidades meu caro, possibilidades. Há tanta possibilidade de dar certo como de dar errado,não se pode prever o futuro,mas há indícios de que ao menos há que se considerar o acerto; quando dois querem, quando dois lutam, quando dois aceitam que não haverá impedimentos que os façam desistir tão facilmente.
O tal do "amor" é fortalecido nas provas. É nas dificuldades que se cria raiz. É justamente quando se necessita de compreensão, um olhar de carinho pra quebrar a magoa, uma toque na mão só pra saber que tem alguém ali do seu lado disposto a caminhar com você. Quando nasce um sorriso nos momentos mais críticos só para o outro sentir que tá tudo bem mesmo que o mundo esteja desmoronando.
Eu me apego ao sentimento. Pelo fato de ser raro, ser difícil confiar em alguém ao ponto de entregar muito mais que seu coração.
Mas querer sozinho não adianta. É necessário serem dois.
E no meu curto caminho percorrido penso que os "amores" passados não foram fortes o suficiente; simplesmente por não terem permanecido.
E penso que alguns simplesmente não permaneceram por não terem acontecido.
Mas o pior não é ter que aceitar que não se pode ficar junto. É ter que matar o sentimento. É uma dor que vai além das forças humanas. É acordar a cada dia tendo que esquecer e no esforço para esquecer se lembrar mais ainda. É não conseguir se desprender não por ser mal resolvido mas pela possibilidade de ser verdadeiro. É por acreditar que poderia ser pra sempre.
Aquilo que não se viveu plenamente mas que guardava uma grande expectativa pode ficar na memória.
Possibilidades meu caro, possibilidades. Há tanta possibilidade de dar certo como de dar errado,não se pode prever o futuro,mas há indícios de que ao menos há que se considerar o acerto; quando dois querem, quando dois lutam, quando dois aceitam que não haverá impedimentos que os façam desistir tão facilmente.
O tal do "amor" é fortalecido nas provas. É nas dificuldades que se cria raiz. É justamente quando se necessita de compreensão, um olhar de carinho pra quebrar a magoa, uma toque na mão só pra saber que tem alguém ali do seu lado disposto a caminhar com você. Quando nasce um sorriso nos momentos mais críticos só para o outro sentir que tá tudo bem mesmo que o mundo esteja desmoronando.
Eu me apego ao sentimento. Pelo fato de ser raro, ser difícil confiar em alguém ao ponto de entregar muito mais que seu coração.
Mas querer sozinho não adianta. É necessário serem dois.
E no meu curto caminho percorrido penso que os "amores" passados não foram fortes o suficiente; simplesmente por não terem permanecido.
E penso que alguns simplesmente não permaneceram por não terem acontecido.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A ÚLTIMA CARTA PARA CALÍOPE
Uma das coisas que recuperei foi a vontade de escrever.
Preciso de inspiração
o tempo todo. Criei uma musa; achei você.
Quem escreve faz
muito isso. Mas há regras. Deixar platônico pra não perder a inspiração.
Não revelar jamais.
Mas, caí no erro dos simples mortais,
Querer transformar a inspiração distante em respiração
próxima, querer presente o corpo ausente.
Como não sou grande escritor e talvez nem mesmo um dos
pequenos, troco toda a inspiração por um único beijo.
Que me falte sempre o dom de escrever, mas que fique pra
sempre a lembrança dos seus lábios.
E assim a minha musa, passaria de amor impossível a mortal verdade, realidade sensível.
E na ânsia de achar; perderia.
Pelo menos hoje o que não é; será um dia.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
SEMPRE HÁ UMA SAÍDA
Já desenhou um Sol
nas calçadas, Janelas e portas em paredes ou tentou fazer um buraco pra chegar no
Japão? É incrível como nossas brincadeiras de criança são uma metáfora das
nossas dificuldades de adultos.
Sonhávamos tanto, não
tínhamos a noção das dificuldades.
Quando o céu estava cinza era só desenhar um Sol na calçada e estava resolvido
o problema; o dia estava alegre novamente. Quando as paredes pareciam nos
aprisionar era só desenhar portas, janelas e claro, as chaves. Encontrávamos saída
onde só havia dificuldade. As portas nos levavam para mundos encantados, as
janelas sempre davam pra um quintal
florido e com grama verdinha. Quando
a coisa apertava mesmo e não havia calçadas
ou paredes, a solução era cavar no chão um buraco tão grande que
pudéssemos entrar e nos esconder.
E hoje? Minha calçada não tem Sol, minha parede não tem
portas e janelas imaginárias e não ouso sujar minhas mãos pra cavar um buraco
no chão.
Todas as calçadas são tristes,
e não encontro um desenho sequer; nenhuma marca mais das crianças criadoras do
Sol. As minhas paredes são frias, claustrofobiantes e delimitam muito mais do que o
meu espaço físico. Meus pés não
podem tocar o chão quanto mais eu me abaixar
para cavar com minhas unhas bem cuidadas.
Crescemos e perdemos a capacidade de “inventar saídas” para
as dificuldades como fazíamos quando éramos crianças. Quem me dera acreditar mais uma vez que tudo que eu quiser
que exista irá existir, mesmo que alguém diga; “se esse dia é triste PODERÁ haver outros melhores”, “não
adianta bater contra a parede”, “ao céu não chegará, do chão não passará”; mesmo
assim, desenhar meu Sol, criar minhas portas e janelas
imaginárias e cavar com as próprias mãos um buraco maior que eu.
Mesmo que ninguém acredite (nem mesmo EU), haverá sempre uma forma de se criar UMA SAÍDA.
POR NÃO PODER
Meu medo, meu cuidado
meu perigo
meu desejo desordenado
Teu sorriso
Depois da quarta noite, quinta
depois do desespero do sonho
teu olhar brinca
Cheguei; chegou; chegamos
Falei; falou; nos falamos
Amei, amou, nos amamos
Achei, achou; não nos encontramos
Perdida voz na sala
anelo
Perdido olhar no tempo
singelo
Passei, passou; passamo
Chorei, chorou; choramos
Deixei, deixou; deixamos
Virei as costas, fui embora lentamente
Mas lembrarei de te esquecer eternamente.
meu perigo
meu desejo desordenado
Teu sorriso
Depois da quarta noite, quinta
depois do desespero do sonho
teu olhar brinca
Cheguei; chegou; chegamos
Falei; falou; nos falamos
Amei, amou, nos amamos
Achei, achou; não nos encontramos
Perdida voz na sala
anelo
Perdido olhar no tempo
singelo
Passei, passou; passamo
Chorei, chorou; choramos
Deixei, deixou; deixamos
Virei as costas, fui embora lentamente
Mas lembrarei de te esquecer eternamente.
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