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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A MAGNITUDE DAS AÇÕES INESPERADAS





É melhor proceder sem refletir? Chega de tanto calcular de testar bases de pensar no que será? Chega de medir conseqüências e dosar atitudes? Chega,chega,chega. Quando a surpresa não passa penas de um simples esboço da sua vontade realizada, é engessar a beleza do inesperado. E as realizações esperadas são mesmo surpresa? Engana-se quem acha que quando o outro faz exatamente o que vc quer ou espera, pode ser chamado surpresa. Nada disso, quando se dá dicas de como proceder, de como ser agradado isso acaba se tornando como um esquema do show do chiclete. Haverá alegria, haverá histeria, você irá sair realizado, ( se gostar realmente do chiclete com banana é claro) mas isso não é mais do que a obrigação da banda, agradar. Mas e se o Bel tocar as músicas do Tiririca? E se você for ao cinema ver o Tropa de elite 2 , comprar o ingresso e ao invés deste filme for exibido O BAILE PERFUMADO. Não está preparado, foi pego de surpresa não é? Mexeram no seu esquema, mudaram seu filme, trocaram a banda do seu show, você chegou em casa e as paredes estão rosa com bolinhas verdes. Você se irrita, não sabe conviver com o inesperado, e quer a qualquer custo que tudo volte a ser como sempre imaginou. Se tivesse lido o livro que te indiquei ( QUEM MEXEU NOMEU QUEIJO) saberia que as mudanças são necessárias. Que ratinho FDP. Então é isso, por mais planejamento que se faça, o inesperado vai solapar as bases do que você chama de seqüência lógica dos acontecimentos. Aprender a lidar com a parede rosa de bolinhas é fácil, hoje não é preciso mais ter combinação da cor dos móveis com a cor das paredes, combinar pra quê? O que importa é o conforto. O problema é, você vai conseguir conviver com a pessoa que pintou a parede? O problema das transformações não é o efeito que ela causará, antes entender como e quando elas começaram a surgir. .

Deibith Brito

terça-feira, 30 de março de 2010

OSCAR CORDEIRO - Um herói que a nação esqueceu

Década de 30, ocupava a Presidência da Bolsa de Mercadoria e Futuro, um homem portador de grande intimidade com a mineralogia, capaz de identificar, sem grande dificuldade, qualquer pedra, resíduo de arenoso ou calcários que lhe trouxessem para análise. Seus conhecimentos geológicos eram de um a profundidade extraordinária. Seu nome: Oscar Cordeiro. De estatura abaixo da média, ele era comunicativo, atuante , e um pesquisador arguto. Em suas andanças pelos subúrbios de Salvador descobriu que alguns moradores das camadas mais pobres do Lobato, por falta de dinheiro para comprar querosene, vinha usando um óleo escuro que ali era encontrado, e o fato chamou-lhe a tenção.

Voltou várias vezes ao local para colher amostras de óleo, e começou a fazer ,seguidos testes durante muitos dias, e adquiriu a certeza de que ali, no Lobato, havia um lençol petrolífero, q que sua descoberta seria a redenção de um país que importava todos os derivados de petróleo. Vivíamos em pleno estado novo em 1937, era um regime arquitetado por Francisco Campos, baseado no fascismo italiano, e todas as leis do país passam a ser ditadas pelo arbítrio do seu dirigente, o ditador Getúlio Vargas. Tanto o poder legislativo como o judiciário não possuíam poder decisório.

OSCAR CORDEIRO preparou um relatório com todas as minudências e enviou para Getúlio Vargas. Mas depois de muita insistência foi nomeada uma comissão composta por cinco geólogos para que se estudassem a área do Lobato e emitissem parecer.

Evidentemente tal descoberta contrariava os interesses dos cartéis que dominavam o mercado dos produtos derivados de petróleo e por tal razão a comissão (já vendidos aos cartéis) em seus relatório dizia que na área do Lobato, só existia vestígio de xisto betuminoso, e não petróleo, e que Oscar Cordeiro era um visionário.

Para Vargas, valeu a opinião dos geólogos, e o assunto foi encerrado, mas despertaria a revolta de O.C, que decidiu lutar sozinho, contrariando os interesses das empresas distribuidoras dos derivados de petróleo, arriscando tudo.

Sabia das dificuldades que iria encontrar, porém não se atemorizou diante deles. Os meses se arrastavam na sua luta, sacrificou seus salários, tomou empréstimo a vários amigos para adquirir uma velha sonda de fabricação francesa, em 1938. Para sua montagem contou com o auxílio de um engenheiro francês, que se prontificou em ajudá-lo, e depois de meses conseguiu pô-la em funcionamento, e passou a trabalhar incessantemente na prospecção, custeando todas as despesas com enorme sacrifício, acompanhando dia-a-dia, a perfuração do poço.

No dia 21 de janeiro de 1939, o petróleo jorrava no lobato. Era a vitória do intemerato brasileiro.

Oscar Cordeiro, tomado de indescritível emoção não vacilou em perder o terno de linho branco irlandês que usava no momento, e tomou um banho do petróleo do Lobato, o “ouro negro” como era chamado, que poderia trazer a redenção de seu país.

O jornal “A Tarde” do dia seguinte, estampou a foto do histórico banho, que para O.C era o banho mais importante da sua vida. A sua tenacidade, seu vasto conhecimento, seu estoicismo, havia prevalecido contra o dúbio relatório que o chamava de visionário.

Agora pasmem os meus leitores!

Como ainda estávamos no Estado Novo e ainda havia um interventor na Bahia, integralista ( fascista brasileiro). Em seu primeiro ato, depois da descoberta do petróleo, foi interditar a área do Lobato e impedir a entrada de O.C, na área onde havia empregado todas as suas reservas, todo o seu esforço e parte de sua vida, como “prêmio” pelo seu extraordinário feito, foi demitido da Presidência da Bolsa de Mercadorias da Bahia, pelo crime de provar a existência de petróleo em nossa terra, apesar de ser considerado um visionário.

Seus conhecimentos geológicos garantiram sua sobrevivência, porque continuava procurado. Sofreu na pele a ingratidão daqueles que por dever, deveriam render-lhe homenagem, como bem feitor da Nação, e o réprobo que contrariou os interesses das multinacionais. Onze anos depois, caberia ao estadista e governador da Bahia, Otávio Mangabeira, amenizar a injustiça concedendo-lhe um prêmio como reconhecimento da Bahia, uma espécie de prêmio indenizatório no valor de CR$1.000.000,00, infinitamente pequeno para o mérito da descoberta, e que talvez não cobrisse tudo aquilo que ele havia empregado.

Não sei por que razão ver seu nome totalmente esquecido; pois eu pergunto a você que está lendo o ensaio se já ouviu alguma vez o nome do descobridor do petróleo brasileiro. Acredito que poucos sabem. A primeira refinaria construída em Mataripe, por justiça deveria chamar-se OSCAR CORDEIRO; mas foi denominada Landulfo Alves, com a alegação de que ele defendeu a estatização do petróleo brasileiro. Alegação do governo ditador fascista da época.

O nome Oscar Cordeiro diluiu-se com o tempo, e só agora você que está lendo este ensaio ficou conhecendo o herói que se tornou esquecido.

Texto do escritor FRANCISCO JOSÉ DE MELLO, publicado no jornal O GURARANY, março 2010.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UM DIA VOU ENCONTRÁ-LA

Ainda não sei quem vai caminhar comigo pela vida de mãos dadas, ainda a procuro. Não tenho um padrão pré definido mas no fundo, no fundo todo mundo tem uma pequena lista de exigências ( não divulgável ), comigo não poderia ser diferente. Não sei quando vou encontrá-la definitivamente, mas sei que um dia vai rolar. Sei de algumas coisas que quero fazer quando encontrá-la, e isso ao longo da vida. Quero fazer cada dia com ela novo. Não dá pra extinguir rotina, muitas coisas serão, mas que essa seja cumprida com prazer em ser compartilhada com alguém que realmente vale a pena. Valer acordar todos os dias, olhar para o lado e pensar... ( É ELA com certeza, mesmo que as coisas não estejam a mil maravilhas)Valer almoçar , jantar, com ela todos os dias, porquê um sorriso dela te enche de satisfação. Valer ficar acordado e -la dormir , admirando cada detalhe do rosto e do corpo pensar, Ela é tudo o que eu preciso. Valer abraçá-la e beijá-la todos os dias, pois é Ela a mulher que te faz passar um dia pensando e desejando esse beijo e esse abraço.Valer deseja-la em todo o tempo porquê te satisfaz completamente. Desejar que sejam as únicas mãos a tocar seu corpo ,a única boca que te beija, o único corpo a despertar o seu. Valer andar na praia de mãos dadas no fim de tarde e ter a noção que não é só mais um passeio como outros tantos, mas é mais uma oportunidade de se apreciar o mar, a areia da praia e um belo por do sol.Valer viajar, e saber que ela aprecia tanto quanto você lugares novos, e que a beleza está em detalhes, e pode ser encontrada onde ninguém a vê. Valer não fazer nada, simplesmente aproveitar o tempo juntos: Cinema , tv, uma boa caminhada, ouvir música, ler, ou mesmo parar pra observar o mistério no fundo dos olhos de cada um e tentar entender as palavras ditas nesse silêncio.Um dia vou encontrá-la, calmamente ela vai sorrir pra mim, e passo a passo começaremos o projeto de nossas vidas... chegar ao final dela e dizer que tudo que fizemos valeu a pena.

Deibith Brito in TEORIA DO AMOR QUE NÃO CHEGA. ( PADRÃO E DINÂMICA DOS RELACIONAMENTOS)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dom Pedro I foi da maçonaria por pouco mais de dois meses; lá fez pouco política e muito estrago

Cercado de lendas, o início da história da maçonaria no Brasil permanece um campo nebuloso. A começar pela exaltação à figura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Conjuração Mineira de 1789. Muitos maçons não têm dúvida de que o herói pertenceu à organização. Não existem, porém, provas documentais nem da filiação de Tiradentes nem da existência de lojas maçônicas funcionando regularmente no Brasil do século XVIII.

O que existe são fortes indícios de que havia indivíduos nascidos no Brasil que entraram na maçonaria quando estavam na Europa, sobretudo em Portugal. Comprovadamente, porém, a primeira loja maçônica passou a funcionar no Brasil em 1801, no Rio de Janeiro, e foi chamada Reunião, de acordo com testemunho de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). Teria sido fundada por um misterioso “cavalheiro Laurent”, vindo da França para esse fim.

Registra-se em 1809 a criação de um Grande Oriente ou Governo Supremo, em Salvador (BA), agrupando lojas maçônicas cariocas, baianas e pernambucanas. Do mesmo modo, existiram várias agremiações maçônicas no movimento separatista e republicano que eclodiu, em 1817, na forma de luta armada em Pernambuco. Alagoas, Paraíba e Ceará. Mas não havia em nenhuma dessas agremiações ligações explícitas com um projeto de independência de todo o território brasileiro.

É somente em 24 de junho de 1822 que surge o Grande Oriente do Brasil(GOB), no Rio de Janeiro, cujo primeiro grão-mestre foi José Bonifácio. É exagero afirmar que a independência brasileira foi obra da maçonaria.É preciso reconhecer, porém que a agremiação foi um importante espaço de aglutinação política de setores das elites que permitiu a separação de Portugal, ao lado de outros espaços, indivíduos e grupos não maçônicos. Por exemplo, foram enviados emissários maçons para articular a adesão de outras províncias à independência.

Já a passagem do imperador D. Pedro I (1798-1834) pela maçonaria foi meteórica e fulminante. Durou pouco mais de dois meses, ao fim dos quais o monarca proibiu as atividades da fraternidade no país e mandou prender vários dos que chamava de “irmãos”.

Essa história é curiosa. Em 2 de agosto de 1822, D. Pedro foi acolhido no grau mais elementar, como iniciante. Na sessão seguinte, três dias depois, foi elevado a mestre. E a 4 de outubro atingiu o grau máximo na hierarquia da Perfeição Universal, chegando a grão-mestre do GOB. Ficou nessa posição apenas 17 dias, quando usando seu apelido maçônico (Guatimozim, em homenagem ao “imperador” asteca), interditou os trabalhos da agremiação que o ajudara a chegar ao poder e proclamar a independência.

fonte: revista História Viva. por Marco Morel.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

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QUEM ESTOU? ONDE SOU?

Dizem por aí que o tempo é o senhor da razão. Desde quando? O que é razão? Tudo precisa ser regido pelo tempo e pela razão? Diriam os racionalistas, as coisas são ininteligíveis sem ela. Mas o que são coisas? Somente o que eu posso tocar? qual é então o lugar das emoções? Se a emoção eu não posso tocar, eu não posso compreendê-la pela razão. Mas quem foi que disse que eu preciso ter razão em tudo? Ainda falta definir o que é razão. Quanto ao tempo, ah o tempo, esse dizem também que é inimigo da perfeição. O que é a perfeição? Me falaram sempre que ninguém é perfeito, se não há alguém perfeito como vou conhecê-la. Bom, perfeição então é como o sentimento, que não é uma coisa e não pode ser apreendido literalmente pela mente humana. Mas eu falava do tempo. Esse que esburaca a alma do ser humano, reduzindo-o a seu escravo. Engraçado como corremos contra o tempo, buscando a perfeição em tudo, e empregamos nossos sentimentos para isso. E onde está a tal razão nisto tudo?
Se tudo o que o homem faz para concretizar sua felicidade é abstracto. E agora o que é felicidade? Disseram-me que só posso conhecê-la com o tempo. Mas logo o tempo? Lembro-me de alguns momentos felizes que eu vivia, e tive que dar um stop brusco, por causa do tempo que não me permitia continuar sendo feliz. Ahhh tempo bandido. Acho que no fim das contas quem tem RAZÃO é minha vózinha que sempre me dizia. Menino, para de ficar aí parado pensando besteira, você tá gastando seu tempo concentrando sua emoções no que já passou. Minha avó quase sempre tinha razão, mas o tempo a levou de mim. Ai meu DEUS, pára tudo, alguém chame um filósofo para me ajudar que pra mim já deu. De razão, de tempo eu não entendo. Mas já que minhas emoções não são coisas, vou usá-las pra tentar alcançar a tal felicidade que também é abstracta e sei também que será imperfeita. Será que eu tenho RAZÃO?

O tempo a Razão e a minha Vózinha