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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sobre alegria, intelectualidade, religião e amor!



Passei cinco anos viajando por uma terra desconhecida. Nela  encontrei algumas das melhores almas que poderiam se ligar à minha. Nos acorrentamos, criamos laços que são aqueles que vão durar para a vida inteira. Amigos, esses a quem nos afeiçoamos e de alguma forma  nós elegemos como “o refúgio, a fortaleza, a sabedoria ou a oportunidade de enlouquecer de vez em quando”. Pois quem não precisa de uma amizade que te desencaminhe vez ou outra?
           Nessa minha viagem, a três personalidades em especial eu me irmanei. Um que era meu par perfeito na intelectualidade; discutíamos no mais alto nível (levando em conta nosso nível intelectual), era um orgasmo mental as conversas; outro que era meu par perfeito nas crenças e convicções morais, neste eu encontrava força para vencer “os desafios do mundo”, pensávamos igual, sofríamos as mesmas agulhas na carne, tínhamos a mesma religião; e por fim um que era “a brincadeira em pessoa”  a diversão encarnada em gente, irônico, ácido e sem medo de expressar opinião, esse era meu “Young brother” e me salvou em momentos decisivos.
          Por fim encontrei o amor e a vida estava quase perfeita, com quase tudo no seu devido lugar. Mas, é engraçado como um sentimento sem direção pode afetar na alegria, intelectualidade e religião. Primeiro amor e intelectualidade se tornaram cúmplices, amigos tanto e de tamanha forma que eu fui hostilizado e a intelectualidade se afastou. Depois religião que deixando também de lado os laços sagrados que eu não ousei quebrar, se afeiçoou à amor e lá se foi mais uma amizade. Por fim alegria que por tamanha ligação que havia comigo eu não imaginaria me trair, me fez triste e também preferiu o amor à amizade.
          No fim das contas restamos  só eu e o amor, que mesmo depois de tantas perdas permanece comigo ou talvez eu com ele. Sem intelectualidade, religião ou alegria!