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terça-feira, 10 de setembro de 2013

O desenho que vi na nuvem.



-Bom dia!
Bom dia! Não  superaram minha  expectativa.
-O que?
 Os desenhos que eu vi nas nuvens ,  já se tornavam concretos  como   quando  se acorda do sonho e  aquele objeto do sonho está bem ao seu lado.  Bastava esperar um pouco mais , só um pouco  mais  para ver se não era um sonho dentro do sonho. Sabe como é?
-Saber como é  o que?
Quando  você acredita  que acorda mas continua sonhando?
-Não , não sei, mas continue aí.
Então moço, do nada resolvi  VENTAR  sobre as minhas  nuvens, porque  achei que nos sonhos  eupoderia  fazer qualquer coisa; e lá se foram  os meus desenhos.  Trovões e relâmpagos  levaram  “meu coração” deformado um pouco sim, afinal  os desenhos de nuvens  nunca  são perfeitos e na verdade depende muito mais dos olhos de quem vê. Sabe isso também?
-Isso o  quê?
 Como amor  platônico, onde na verdade  o amor está  naquilo que você projeta  sobre a  outra pessoa e não   propriamente   sobre o que ela  é.
-Não  não sei  também, mas continue aí.
 Então,  era assim,  mas era meu coração e minha nuvem.
- E agora,  como fica  o céu sem nuvem?
 O céu  já não é meu, o céu é como  um painel gigante onde as pessoas enxergam  os desenhos  nas nuvens.
- Mas saindo do sonho pro real  o que significaria  isso tudo? 
Ora  sim seu moço,  se eu acabei de dizer que eu   destruí  as minhas nuvens em que estava vendo o desenho, quase concreto já;  então  não posso  saber  se era sonho ou real , porquê  nem dei tempo de acordar pra ver. Acordei e  não havia nem a expectativa  de olhar pro lado  me deparar com o que eu sonhei. E o senhor  o que acha?
-Eu? Ora pois meu jovem,  não acho nada.  Sou um desenho na nuvem,  que alguém  enxerga de um jeito e você de outro. E apenas venho te dizer que você ainda não acordou; ainda  dá tempo das tuas nuvens  se recomporem e você novamente  enxergar  desenhos. É só conter o vento, simplesmente conter o vento. (Deibith Brito)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Desafio 30 dias sem face: dia 28 (reflexões sobre o ser e estar)



Então vamos lá. Está para terminar  o tal do desafio que fiz  a mim  mesmo e também para brincar com meus alunos,  mostrando que é possível se desligar  por um tempo do celular e das redes sociais. Não sei se para eles  teve algum impacto, mas  para  mim as reflexões  contaram bastante.  Em primeiro lugar,  descobri que na verdade não era o face o total  responsável por minha  apatia frente a tudo o que  precisava  fazer.  Mesmo depois de ter  me ausentado  demorei quase uma semana  para as primeiras leituras  produtivas. E mesmo depois passei alguns dias  simplesmente sem produzir  nada, puro ócio. Continuei  gastando  bastante e indo a festas, o que também  não tinha nada com  a rede.  Mas não dá pra  negar a perceptível melhora  nos relacionamentos interpessoais. Ir a casa das pessoas e ligar  foi uma  das melhores coisas. As tardes  de leitura e  passeio  na  beira do rio Paraguaçu também  renderam muito. Mas ainda assim outras  imobilidades me incomodam,  mas isto é assunto para  uma outra conversa.  E “no apagar dos luzes”  percebo que mesmo  morando em Cachoeira-Ba, uma sociedade que permite o contato,  permite  conhecer  as pessoas, passear ainda  qualquer hora do  dia  e ainda  bem a vontade durante a noite,   andar a pé  por toda a cidade, mesmo aqui onde meu coração alcança tranquilidade,  em vários momentos  senti a dependência da rede, a vontade e a necessidade de falar com certas pessoas que é muito mais  fácil o encontro lá. Amigos de todas as cidades que já morei ( seis no total) sendo que em Salvador, cada bairro era uma socialização diferente;  ex colegas de trabalho,  familiares  espalhados  por  tantos estados do Brasil etc... Realmente não dá pra prescindir das redes sociais, ainda  mais quando o tempo “deles” não é o mesmo meu, e  talvez em algum momento a minha saída pode ter feito diferença (falta) a alguém (uma conjectura  somente), mas fato é que com face   ou não, celulares  e afins;  o que  está tentando ser driblado a todo custo é o isolamento   nem tanto  físico, mas ainda de ideias e afinidades. Enfim,  vou voltar pro meu face daqui a 2 dias. De saldo: seis livros lidos,   dez filmes que eu desejava assistir,  dois  seriados que eu precisava terminar,  um artigo que eu precisava escrever e a certeza que não muda nada dentro de mim o fato de estar ligado ou desligado da rede. E tem a menina que eu ficava olhando o perfil  dela o tempo todo.  F...  ela tá namorando, mas não tem problema, a admiração continua, o querer  diminuiu e  agora vou enfrentar uma pequena fase de “solteiro só”  tô realmente  precisando. Só não sei se “o face” vai deixar.

sábado, 24 de agosto de 2013

R.I.P




Só queria deixar  registrado que hoje, exatamente às 03:31 AM eu QUIS RECOMEÇAR e ela disse  “não”. É posto uma pedra  sobre o assunto e após o ponto final desta sentença não  mais farei qualquer tentativa e ou aventarei a possibilidade . (Ponto Final)

domingo, 18 de agosto de 2013

METANOIA: Desafio 30 dias sem Facebook_ dia 18



 
Já são dezoito dias  sem o Face e muita coisa mudou.  Gosto muito de falar sobre o tempo e o uso que damos a ele, principalmente  em uma  organização  social onde  corremos atrás dele o “TEMPO TODO”.  Gastamos o tempo  correndo atrás do   “tempo  perdido” que não volta mais. Paradoxo total e intransponível a não ser que se mude a atitude mental  em relação a percepção do que é importante em  nossas  vidas. Voltando ao assunto Facebook que é somente uma (ou a menor)  entre tantas outras coisas que nos fazem  estacionar.  Desativa-lo  trouxe uma melhora considerável na organização da minha rotina. Consegui  dar conta da leitura de 5 livros que estavam inacabados, lavar toda a roupa acumulada e  manter meu  quarto arrumado(tarefa das mais difíceis). Consegui retomar o contato com alguns amigos que estavam distantes,  voltei a frequentar a casa deles, marcar encontros,  telefonar, mandar mensagem; onde antes só havia  o contato por rede social.  Voltei a andar pelas ruas  de Cachoeira no fim das  tardes, e isso me levou a conhecer  amigos de amigos. E tudo isso em apenas  18 dias; conheci  exatamente  oito pessoas muito  interessantes e descobri o nome de mais algumas que eu conhecia mas nunca havia  parado pra conversar.  Ando  menos estressado em casa,  como melhor  pois agora  faço comprar  regularmente e planejo até um pequeno cardápio  pra semana. Ainda perco muito  tempo com internet e seriados  mas  fala sério, ninguém é de ferro! Não  dá pra ser organizado o tempo todo, fica chato. Olho  pra minha estante  e vejo mais 5 livros  pra tentar terminar até o dia 30. Ahh   retomei  as leituras do meu temido TCC  também, esquecido  há alguns meses.  Quase  tudo indo bem, “quase” tudo se ajeitando. Ainda  falta uma pendência emocional aí pra resolver, daquela  menina que eu olhava o  face o tempo  todo  lembra? Me bato com ela  vez  ou outra  pelas ruas e meu “regime” de limpeza  vai por água abaixo. Mas tenho 12 dias ainda, e  contrariamente ao que diz Robsão, O PODER  ESTÁ NA MENTE.

domingo, 4 de agosto de 2013

Desafio "30 dias sem Face" - dia 4




Já que posso  publicar  aqui tudo que eu bem entender,  vamos ao meu relato de “tentativa” de “in-depender” do Facebook.
O mês de julho foi terrível. Fora as coisas que realizei  com meus amigos, família e  as festinhas que   frequentei;  o resto da vida  não teve muito desenvolvimento. Vida acadêmica totalmente parada,  meus livros, filmes, seriados  todos  em stand-by. E seguiu-se o mês todo assim enquanto eu me viciava e dedicava meu tempo ao Face e a uns sites de ganhar dinheiro on-line  aí que eu entrei ( não ganhei muito). Mas o que  me impressionou  até agora é que o mês que eu  passei mais tempo no face, foi o mês que mais eu gastei,  mais comi e menos dormi. Não sei se há uma relação direta do tempo  em redes sociais  com os gastos mas, vou ao menos me controlar mais esse mês.
Eis o meu diagnóstico: Ficar muito tempo  on e envolvido de certa  forma com  “pesquisa social sobre a vida alheia” = bisbilhotice, traz ansiedade, que leva  você a querer  viajar ou ir a festas pra preencher a ansiedade ( vontade de ver  as pessoas  que anda  pesquisando). Durmo pouco, perco peso,  como muito pra recuperar  mas não dá certo. Emagreci 4 kg nessa brincadeira.
Os primeiros  resultados: Bom,  já são quatro dias sem redes sociais e consegui retomar a leitura de um livro parado há quase um ano, “ 1984 de George Orwell”  e também vou retomar  “A metamorfose- Franz Kafka”, “A Fúria dos Reis- George R.R. Martin” e “História e ciências sociais- François Dosse”. Espero  terminar tudo em 15 dias. Retomei  também os seriados “The Walkind Dead- 3º temp”, “Gray’s- 2º temp” que termino até o fim desta semana. Ahh sim,  os gastos  diminuíram com comida na rua e passou mais a vontade louca de ficar  viajando.
E mais uma coisa: Parei de ficar olhando o face da pessoa sobre a qual escrevi o último post. São quatro dias também sem mandar mensagem pra ela. Mais uma ligação quebrada e mais um benefício do desligamento.