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domingo, 4 de agosto de 2013

Desafio "30 dias sem Face" - dia 4




Já que posso  publicar  aqui tudo que eu bem entender,  vamos ao meu relato de “tentativa” de “in-depender” do Facebook.
O mês de julho foi terrível. Fora as coisas que realizei  com meus amigos, família e  as festinhas que   frequentei;  o resto da vida  não teve muito desenvolvimento. Vida acadêmica totalmente parada,  meus livros, filmes, seriados  todos  em stand-by. E seguiu-se o mês todo assim enquanto eu me viciava e dedicava meu tempo ao Face e a uns sites de ganhar dinheiro on-line  aí que eu entrei ( não ganhei muito). Mas o que  me impressionou  até agora é que o mês que eu  passei mais tempo no face, foi o mês que mais eu gastei,  mais comi e menos dormi. Não sei se há uma relação direta do tempo  em redes sociais  com os gastos mas, vou ao menos me controlar mais esse mês.
Eis o meu diagnóstico: Ficar muito tempo  on e envolvido de certa  forma com  “pesquisa social sobre a vida alheia” = bisbilhotice, traz ansiedade, que leva  você a querer  viajar ou ir a festas pra preencher a ansiedade ( vontade de ver  as pessoas  que anda  pesquisando). Durmo pouco, perco peso,  como muito pra recuperar  mas não dá certo. Emagreci 4 kg nessa brincadeira.
Os primeiros  resultados: Bom,  já são quatro dias sem redes sociais e consegui retomar a leitura de um livro parado há quase um ano, “ 1984 de George Orwell”  e também vou retomar  “A metamorfose- Franz Kafka”, “A Fúria dos Reis- George R.R. Martin” e “História e ciências sociais- François Dosse”. Espero  terminar tudo em 15 dias. Retomei  também os seriados “The Walkind Dead- 3º temp”, “Gray’s- 2º temp” que termino até o fim desta semana. Ahh sim,  os gastos  diminuíram com comida na rua e passou mais a vontade louca de ficar  viajando.
E mais uma coisa: Parei de ficar olhando o face da pessoa sobre a qual escrevi o último post. São quatro dias também sem mandar mensagem pra ela. Mais uma ligação quebrada e mais um benefício do desligamento.

Vontade vem na hora errada mas pode ir na hora certa.



 
Começa com uma vontade terrível de passar uma mensagem, uma  qualquer  , só pra puxar assunto. E se ela não responde  vou  pra internet  procurar  as pistas. Hoje é meio fácil rastrear  o que as pessoas  fazem,   tá tudo nas redes sociais. Ahhh Twitter  abençoado ! Sem muito esforço  sei dos passos, comidas, festas, amigos,  preferências  musicais,  literatura, lugares que gostaria de visitar, festas  e tudo mais. Santo Face!
     Pois bem nesse  jogo de  gata e rato,  meio  Sherlock das redes,  meu tempo se esvai enquanto ela brinca de não  me dar ouvidos. Grito,  perco o sono,  jogo celular  na parede, dou F5 , curto foto, comento post,   dou RT. Mas nada de uma  resposta positiva;   pelo menos o status  dela continua “...”  o que não me diz  exatamente  nada sobre o que anda fazendo. Mas antes que minha paixão virtual vire  obsessão,  resolvi dar um basta.
     Mas nem adianta, por que   no  mundo real ela não está tão distante. Não dá pra negar que ela mexe comigo. Terrível essa  sensação, ainda mais quando há um esforço desenfreado, desesperado de não  me apegar  a nada  e a ninguém. Medo, proteção, cuidado; pode ter vários nomes , mas para mim é simplesmente uma escolha.  Alheio a minhas escolhas  está o meu  corpo. É até engraçado como fico quando  chego perto dela,  quem prestar um pouco de atenção vai ver que fujo do olhar,  meu sorriso fica meio sem graça, gaguejo  quase o tempo todo e ainda insisto em arrumar meu cabelo que nunca fica no lugar. 
     Eu de um lado querendo  sem querer, ela do outro, sabendo sem saber. Ela percebe e sabe o que eu quero, mas não tudo. Eu  não percebo e nem sei nada  do que ela quer. O melhor de tudo  vem agora. Como eu sou totalmente  contra essa supervalorização  em detrimento  de algo que poderia  acontecer  um pouco mais rápido, paro, penso  e fico quieto no meu lugar. Tudo vai passar, em breve  eu não sentirei mais nada, e ela será somente uma lembrança boa daquilo que não aconteceu. Por que ela não quis, que fique bem claro isso. Simplesmente entendi sua supervalorização como  desprezo.

sábado, 6 de julho de 2013

A última vez que eu disse "TE AMO".



      Na verdade eu não sei se deu um “surto de amor” no mundo,  ou se é  por conta da publicidade do sentimentos em redes sociais, ou se é fruto da  banalidade do sentimento. Fato é que virou corriqueiro os relacionamentos relâmpago no melhor estilo Fast-Food. Exatamente,  aquele relacionamento em que você entra,  se alimenta  por pouco tempo com o  melhor que a pessoa  tem e quando enjoa, cai fora. Satisfação rápida pra quem não tem tempo me paciência de esperar  o melhor.   Isso leva  a um  outro problemas, a falta de raízes está levando as pessoas  a uma carência que parece mais um “buraco sem fim” impossível de ser preenchido. Aí vem o surto dos “eu te amo” em menos de 5 minutos de relacionamento,  e virtual algumas vezes.
      A última  vez que eu disse “eu te amo”   foram a exatos  2 anos e 15 dias. E eu  me pergunto se  eu não consegui  viver relacionamentos intensos nesse tempo todo ou simplesmente eu não quis  me alimentar com o melhor das pessoas  com quem  me envolvi. Não  estou duvidando da capacidade de ninguém amar em curtíssimo tempo, mas  questionando se  o que tem  o maior valor,  “OS AMORES INTENSOS E PASSAGEIROS ou OS AMORES AMENOS E DURADOUROS”.
      O segredo  deve estar  mesmo  é na “fome” de cada um.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Des-En-Canto





E chegou  um tempo em que eu assumo para   mim mesmo  que a culpa  das coisas  não terem ido  lá muito bem,  foi toda minha.  Já culpei pessoas  para tentar  tirar o peso de minha consciência. Mas  minha  “natureza”  não  me permitiu avançar.  O  interessante é que sempre a minha resistência parte de quase imposição  das pessoas em querer que eu  me torne algo  que não pertence a minha natureza. Claro que sendo “humano” tudo que está ligado  a essa natureza pode ser “reproduzido” por qualquer um.
 E falo da insistência  das pessoas   em querer  “príncipes encantados” quando na verdade eu só sou mais  um “sapinho desencantado” que  vive em  uma lagoa qualquer de um  outro qualquer lugar  por aí. Não serei príncipe  não por não querer, mas porque  nasci  sapo e vou morrer sapo.  As idealizações  de  fábulas e outras  tantas histórias  são válidas até certo  ponto onde se possa  desvencilhar   utopia e realidade.
Portanto,  desprezar ou minimizar as ações do outro, desejos e desprendimentos, achar que ele sempre  pode parecer mais um pouquinho  com o “Querido John” ou com o “namorado da amiga”  vai lança-lo em  mundo de frustações  sem fim e  no fim: ELE VAI TER CERTEZA DE QUE NÃO PODE SER QUEM VOCÊ QUER.  E ele vai achar muito  mais interessante  voltar pra lagoa, ficar só e  ser simplesmente “sapo”  porque a roupa de príncipe não lhe  caiu bem de jeito algum. Não tem jeito, sapo  desencantado não se torna príncipe,  e pode  morrer tentando ser, mas fora  da lagoa será qualquer outra coisa fora da sua natureza.   
Sigo  então  sendo sapo sem querer ser príncipe,  tentando  viver em meio a tantas “não princesas” que reivindicam uma  realeza de sonhos em meio  a  um  mundo totalmente  plebeu.  
(Deibith Brito)

domingo, 4 de novembro de 2012

Revirei Meu Baú

Me deparei com um passado que eu nem lembrava mais. Frases, músicas e poesias escritas para alguém. Passei horas revendo meu falecido "orkut" e revendo todos os vídeos que eu add por me ligar a alguém, por eu mandar, por me mandarem. E depois de tudo li um e-mail de um amigo que me perguntava "ALGUMA VEZ NA VIDA VOCÊ VIVEU UM GRANDE AMOR? E COMO CONSEGUIU IDENTIFICA-LO? E logo minha resposta: Eu sempre sabia quando acontecia comigo, nos outros é quase impossível identificar a intensidade. E passado algum tempo, e passado algumas pessoas e sabendo que elas não ficaram, digo o mesmo que Vinícios de Moraes : "Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure." E se me perguntarem hoje onde está esse amor? Responderei com sinceridade: O amor como sempre, continua sendo amor, apenas não está em mim, não por ignorá-lo, mas neste breve momento, apenas por não vivê-lo. (Deibith Brito)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Dom de Esquecer

Já ouviu falar em Mnemosyne? Esta, a deusa grega da Memória que através das suas filhas “as musas” inspira o haedo (poeta) a relembrar o passado e livrar do esquecimento aqueles feitos dignos de serem imortalizados. E há também o seu contrário complementar Léthe (esquecimento) deusa que joga na escuridão vidas, feitos, nomes e tudo aquilo que ela consegue arrebatar do plano passado. Não se pode haver memória sem esquecimento e vice-versa, uma precisa da outra. O poder das duas deusas são equiparados quando esquecer é tão necessário quanto lembrar. O dom de esquecer ao toque da deusa é em algum momento um alívio pra alma, assim como lembrar pode se tornar um infortúnio, e o que parece ser uma potência positiva, acabada trazendo males. Sete são as musas filhas de Mnemosyne, cada uma com uma função bem definida dentro da poesia fazendo da Memória ente primordial. Sete são os dias da semana em que as musas insistem em poeticamente, a cada segundo me lembrar do seu sorriso e do seu beijo. Mas quem me dera Léthe pudesse me dar o dom do esquecimento só por um tempo, só por esta semana, só até poder te ver e não lembrar mais. Mas nessa lógica de contrários contraditórios e complementares, relembrar acaba sendo um ato de esquecimento. Não do passado, mas do presente, porque sou brigado a sair deste plano, me desligar do agora para voltar ao passado. Invertida a lógica então, Mnemosyne me faz lembrar o passado e esquecer o presente, fazendo assim o papel de Léthe, tornando as duas deusas uma só. E já que as deusas brincam, e as musas cumprem seu papel, vou aceitar o fato de que, a deusa não quer jogar no esquecimento o que é digno de ser pra sempre lembrado, e aceito o fato de a cada dia, dormir e acordar lembrando de você; revivendo o que não mais é, criando uma sensação de falsa existência. Deibith Brito

domingo, 25 de dezembro de 2011

O OUTRO LADO

Quando nos acostumamos a ver as coisas de um único ângulo, quando passamos milhares e milhares de vezes diante de algo e sua visão não mais impressiona, devíamos olhar o outro lado, só pra conhecer. Esta foto é a parte de trás da estação ferroviária em Cachoeira-Ba. Vendo deste ângulo ela parece sombria, todo detalhe arquitetônico está na frente que você não vê agora, mas ela está lá, linda e atraente. É válido o conhecimento parcial? Conhecer o outro lado não tão agradável também não é válido pela visão do todo? Ou prefere não desfigurar sua visão da beleza do frontispício? Quando o lado que lhe impressionou não mais lhe encantar por causa do costume, lembre-se que existe sempre uma outra face, que quando você conhecer, preferirá a anterior. Se tiver medo de atravessar o sombrio túnel para olhar o outro lado, sugiro renovar seu olhar sobre fachada.